Anvisa aprova versão da EMS para o Ozempic, a primeira semaglutida produzida no Brasil

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A Anvisa aprovou a caneta de semaglutida Ozivy, que será produzida pela farmacêutica EMS no Brasil. A empresa espera comercializar 1,2 milhão de unidades no primeiro ano, com faturamento superior a R$ 500 milhões, e planeja disponibilizar o produto nas farmácias em 30 dias.
As canetas serão fabricadas em Hortolândia, em dosagens de 0,25mg, 0,5mg e 1mg. A EMS já investiu R$ 1,2 bilhão na produção e tem capacidade para atender a demanda até 2027.
O preço do Ozivy ainda não foi definido, mas deve ser em torno de R$ 500, significativamente mais baixo que o Ozempic, que custa cerca de R$ 1 mil. A EMS pretende oferecer melhores margens para o varejo farmacêutico em comparação à Novo Nordisk.
O mercado de canetas emagrecedoras no Brasil deve crescer para R$ 15,6 bilhões até 2026. A EMS também lançou a versão nacional da liraglutida e está trabalhando em novos produtos.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a primeira caneta emagrecedora de semaglutida produzida no País. Será da farmacêutica EMS e o medicamento vai se chamar Ozivy.
A empresa tem a expectativa de comercializar 1,2 milhão de unidades do produto no primeiro ano, com faturamento acima de R$ 500 milhões. Agora, com a aprovação, a intenção da companhia da família Sanchez é que a caneta chegue às farmácias em 30 dias.
Os produtos, que serão fabricados na unidade de Hortolândia, no interior de São Paulo, serão distribuídos nas dosagens de 0,25mg (1 caneta); 0,5 mg (1 caneta), e 1 mg, com uma e duas canetas. A versão de 1 mg hoje representa 60% do mercado.
“Um produto tão esperado pela classe médica e pelos pacientes que agora passará a ter uma opção de tratamento produzida por uma indústria brasileira”, diz Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, em entrevista ao NeoFeed.
A primeira venda será em torno de 350 mil unidades, que vão abastecer de forma uniforme as farmácias no País, incluindo as principais redes e as empresas menores. “Entre fim de junho e início de julho já teremos nos balcões das farmácias. E a distribuição será contínua”, afirma Sanchez.
A EMS já investiu R$ 1,2 bilhão na plataforma de produção de canetas emagrecedoras. E, até o fim do ano, a companhia vai avaliar a necessidade de novos aportes na fábrica de Hortolândia.
“A nossa fábrica está pronta e dimensionada para os próximos dois anos. Agora, iremos sentir se vamos precisar fazer novos investimentos em breve. Mas pelo menos até o fim de 2027 temos capacidade de produção”, diz Sanchez.
“A semaglutida é um produto muito desejado, com uma demanda reprimida muito grande. E nós chegamos com esta primeira opção para os pacientes”, diz Sanchez.
O preço do produto ainda não está definido, mas o NeoFeed já havia revelado que a expectativa era de que a caixa custasse por volta de R$ 500, em um valor muito abaixo do Ozempic hoje no mercado, por volta de R$ 1 mil.
“Não vamos dar desconto no começo e depois deixar mais caro. O preço inicial já será muito mais acessível. O que vamos fazer é que, no início, vamos dar ainda mais condições para que as pessoas possam ter acesso à nossa caneta, com benefícios pela adesão ao tratamento”, explica Sanchez.
No valor cheio, a tendência é que o preço seja no mínimo 30% abaixo do produto referência, e ainda mais barato do que o plano de descontos lançado recentemente pela Eurofarma, responsável pela distribuição e comercialização do Provitza, uma versão mais barata do Ozempic, e que também é produzida pela Novo Nordisk.
A empresa planeja ser mais agressiva em relação à margem da Novo Nordisk para este tipo de produto, sobre o varejo farmacêutico brasileiro.
“Vamos deixar mais margem do que a Novo Nordisk deixa. E a partir de novos produtos que irão chegar ao mercado, a tendência é de destravar ainda mais a margem do produto de prescrição médica”, explica.
O vice-presidente da EMS afirma que, agora com o aumento da ofertas de produtos a partir de uma demanda crescente, a preocupação segue ainda maior sobre o contrabando e comércio ilegal de produtos no Brasil.
“Concorrência é muito saudável, desde que seja de forma legal. Nossa percepção é que o mercado informal seja cinco vezes maior do que o legalizado. E isso é muito preocupante”, diz Sanchez.
O mercado previsto de canetas emagrecedoras no Brasil em 2026 é de R$ 15,6 bilhões, levando em conta todos os tipos de canetas disponíveis no mercado, incluindo semaglutida, liraglutida e tirzepatida. Isso significa um crescimento expressivo sobre o ano passado, que movimentou R$ 10 bilhões.
A companhia também já apresentou protocolo de registro para tirzepatida no mercado dos Estados Unidos. No Brasil, a patente do princípio ativo, do medicamento Mounjaro, da Eli Lilly, expira em 2032.
A patente da semaglutida no Brasil, da dinamarquesa Novo Nordisk, com o Ozempic e Wegpvy, expirou em março deste ano. A companhia tentou na Justiça postergar o prazo de exclusividade para, na visão da empresa, recompor o período, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o período de 20 anos da propriedade foi cumprido.
A EMS também foi a primeira a lançar a versão nacional da liraglutida, em agosto do ano passado, com Olire e Lirux. A patente do medicamento referência, também da Novo Nordisk, expirou em agosto de 2024.

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Fonte: Neofeed

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