Carros que ‘vestem’ pessoas: especialistas explica…

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Nem todo mundo está disposto a pagar uma dinheirama por um carro de luxo no país. Ainda assim, as marcas de automóveis de luxo têm investido em lojas de utensílios e vestuário em suas concessionárias. Algumas delas são verdadeiras boutiques de lifestyle, tendo o carro como chamariz para as vendas. A tendência foi percebida, inclusive, durante o Festival Interlagos Autos 2025, realizado até domingo, 15, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Tatiana Biasetton, head de Marketing da BMW, explica que os produtos, todos fabricados na Alemanha, agregam valor à marca. “BMW é uma marca muito aspiracional, as pessoas têm orgulho de, além de andar nos nossos carros, vestir no peito os produtos. A gente tem o público que pode comprar, pode adquirir o carro; e tem o público que é fã, mas infelizmente não tem condição de ter acesso ao carro. A ideia da gente trazer esse lifestyle é justamente conseguir se conectar com as pessoas além do carro”. A empresa disponibiliza desde roupa a bonés, carteiras, malas e óculos. “A gente tem produtos que variam de 100 a 500 reais, depende muito da coleção. Tem moda feminina, masculina e infantil”, explica ela.

A HAM, conhecida pelas picapes que já dominam o mercado no interior do país, apresenta sua loja repleta de botas de couro, jaquetas, jeans e camisetas, além de facas, tábuas para carnes e chapéus. Tudo a ver com seu público alvo principal quanto aos carros: o do agronegócio e proprietários de fazendas.

Outra marca que chega apostando nessa tendência aliada ao estilo do consumidor é a Honda, que trouxe um Collection Store. Ariel Mogor, gerente de relações públicas da empresa, diz que a estratégia passa pelo reforço do que a marca apresenta ao grande público. “Nosso Honda Collection significa essa a grife não é apenas vestuário, mas também para colecionáveis e outros itens. Ter o vestuário é fazer é você estender a presença da marca no dia a dia das pessoas. Quando um cliente fã da marca veste uma camisa nossa, é um motivo de orgulho para ele, porque é algo que ele admira e quer mostrar para as pessoas”. Para Ariel, o trunfo é apostar no legado esportivo da marca Honda em Fórmula 1, Fórmula Indy e tantas outras modalidades. “Tem para homem e mulher. A gente ainda não tem a linha infantil, mas está em desenvolvimento. A ideia é que a gente possa fazer a venda dentro das próprias concessionárias e também online”, continua.

Ariel Mogor, gerente de relações públicas da Honda -
Ariel Mogor, gerente de relações públicas da Honda – (Valmir Moratelli/VEJA)
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Jaqueta vintage da Honda – (./Divulgação)
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Produtos da HAM – (Valmir Moratelli/VEJA)

Fonte: veja.abril

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