Na Copasa, governo de Minas Gerais “abre o jogo” sobre o mínimo que quer receber (é isso ou nada)

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O governo de Minas Gerais divulgou o valor mínimo de R$ 47,23 por ação para a privatização da Copasa, após propostas de investidores ficarem abaixo do esperado. As ações da empresa fecharam a R$ 50,75, com uma alta de 16,7% no ano, totalizando um valor de mercado de R$ 19,3 bilhões.
O processo de privatização inclui a entrega de ofertas até 3 de junho, com a definição do preço final em 11 de junho e início das negociações na B3 em 15 de junho. Se o valor final for inferior ao mínimo, a oferta será cancelada.
Entre os interessados estavam a Equatorial Energia e um grupo da Aegea Saneamento, mas nenhum aceitou o valor mínimo.
A operação prevê a venda de até 190 milhões de ações, podendo movimentar até R$ 10 bilhões. O investidor selecionado terá 30% do capital da Copasa e restrições de venda por quatro anos. O governo deixará de ter participação na empresa se todas as ações forem vendidas.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Depois de receber propostas abaixo do esperado de investidores interessados em se tornarem os acionistas de referência da Copasa, o governo de Minas Gerais decidiu expor o seu desejo no processo de privatização da empresa de saneamento, revelando o valor mínimo que deseja receber.
A companhia divulgou na manhã de quinta-feira, 28 de maio, uma nova versão do prospecto da operação, revelando que o valor mínimo estabelecido pelo Estado mineiro é de R$ 47,23 por ação.
O valor está abaixo dos R$ 50,75 em que os papéis da Copasa fecharam o pregão do dia anterior, quarta, 27. No ano, as ações acumulam alta de 16,7%, levando o valor de mercado da companhia a R$ 19,3 bilhões.
O valor final da oferta, porém, ainda será definido ao longo do processo de bookbuilding. O cronograma da operação prevê que os interessados em se tornarem os acionistas de referência deverão se manifestar até 3 de junho.
A definição do preço por ação está prevista para 11 de junho, com os papéis começando a ser negociados na B3 no dia 15. Se o valor ficar abaixo do mínimo estabelecido, a oferta será cancelada.
O valor mínimo esperado pelo governo de Minas Gerais acabou sendo revelado depois que as propostas apresentadas pelos interessados em se tornarem os acionistas de referência vieram abaixo do desejado pelo governo do Estado.
A discrepância entre o valor esperado e o montante ofertado pelo mercado levou à suspensão da etapa de escolha do acionista de referência, considerada central na modelagem da operação, de acordo com fontes ouvidas pelo NeoFeed.
Entre os interessados estavam a Equatorial Energia e um grupo formado pela Aegea Saneamento e seus acionistas, ambos com histórico no setor de saneamento. Nenhum deles, porém, aceitou pagar o valor mínimo definido pelo Estado.
O processo prevê a venda de 171.113.881 ações da Copasa na oferta-base, com a possibilidade de um lote adicional de 19.035.730 papéis, abaixo do divulgado inicialmente, por conta de bloqueios judiciais.
Considerando a cotação de 19 de maio, de R$ 52,77, referência trazida no prospecto preliminar, a oferta pode movimentar um montante líquido de R$ 10 bilhões, caso todas as ações sejam vendidas.
O investidor de referência selecionado terá uma participação de 30% no capital da Copasa, cumprindo um acordo de lock-up e não podendo vender as ações durante quatro anos. Após esse período, ele terá de manter 50% dos papéis até 2033, ou até o cumprimento das metas de universalização.
O governo de Minas Gerais deixará de ter participação na Copasa caso todas as ações sejam vendidas. Nesse cenário, as ações em circulação deverão representar 54,3% do capital social.
A operação está sendo coordenada por BTG Pactual, Itaú BBA, Bank of America (BofA), Citi e UBS BB.

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Fonte: Neofeed

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