Vídeo: Margot Robbie: por que estamos enfeitiçadas com o novo look Chanel?

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Seis meses depois de apresentar sua coleção de estreia na Chanel, Matthieu Blazy já não é mais uma promessa, e sim um fenômeno. Bastou chegar às lojas para o termômetro subir: filas, disputas discretas nos caixas e um desfile paralelo nas redes, onde cada compra vira troféu. Mas o verdadeiro golpe de mestre veio agora, silencioso e inevitável: o efeito Chanel de Blazy começa a escorrer para o mundo real, aquele em que a tendência deixa de ser desejo distante e vira look possível.

O ponto de virada atende por uma fórmula quase óbvia — e justamente por isso, irresistível. Um casaco de tweed em tom aveia, levemente desfiado nas bordas, usado aberto sobre uma regata branca impecável. Embaixo, jeans retos, lavados, com aquele caimento despreocupado que amamos. É simples, é direto, é tudo. Um aceno claro aos códigos eternos de Coco Chanel, com uma camada generosa de leveza millennial, daquelas que fazem parecer que você não pensou muito, mesmo, sim, tendo pensado em tudo.

A campanha da bolsa Chanel 25 une moda, música e cinema em torno do acessório que deve ser a próxima peça-desejo da temporada, em diferentes versões, cores vibrantes e preços a partir de US$ 6 mil (cerca de R$ 30 mil), mas que evidencia essa nova estratégia da marca em unir códigos históricos a um look mais contemporâneo. E assim, ajuda a cristalizar esse momento. Dirigida por Michel Gondry e estrelada por Margot Robbie, revisita, com charme e inteligência, o imaginário pop de “Come into My World”, de Kylie Minogue. A eterna “Barbie” se multiplica pelas ruas cenográficas de Paris, repetindo o mesmo look como um mantra visual. Pura fixação, quando a imagem gruda e o desejo vem junto.

Gruda porque há algo de profundamente reconhecível ali. A jaqueta com botões dourados poderia ser herdada, o jeans poderia já estar no armário. É o luxo que não grita, que não exige um personagem, que simplesmente cabe na vida como ela é. Em tempos em que o exagero cansa e o preço assusta, a sofisticação ganha nova tradução: menos espetáculo, mais permanência.

Não por acaso, o eco é imediato. Versões de tweed brotam nas araras, do fast fashion às marcas de médio alcance, com acabamentos desfiados, cortes retos e aquele perfume Chanel no ar. O jeans perfeito — nem skinny, nem largo demais — já existe em mil variações acessíveis. A engrenagem gira rápido quando o desejo é coletivo.

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Há também uma camada de nostalgia que funciona como um abraço. Blazy olha para os anos 1990 e 2000 sem caricatura, como quem revisita um lugar seguro. E, no meio de um cenário saturado de tendências gritadas e sensualidade afiada, sua Chanel escolhe outro caminho: o da alegria silenciosa, quase íntima. É exatamente isso que faz o look bater tão forte. Ele não tenta demais, não impõe nada, apenas seduz pela familiaridade. Como uma música pop perfeita — daquelas que você ouve uma vez e já sabe cantar.

Veja o vídeo:

Fonte: veja.abril

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