O clube exclusivo das canetas emagrecedoras está prestes a ganhar mais 8 milhões de “sócios” no Brasil

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O mercado de canetas emagrecedoras no Brasil faturou R$ 10 bilhões no ano passado e deve dobrar em 2026, impulsionado pelo fim da patente do Ozempic em março. Atualmente, apenas 2% da população adulta, cerca de 2,8 milhões de pessoas, utiliza esses produtos devido ao alto custo, com preços que variam de R$ 1 mil a R$ 3 mil.
A previsão é que o uso aumente para 8% da população até 2026, mas o acesso continuará restrito. O mercado se dividirá entre consumidores de canetas “de entrada” e opções “premium”.
A consultoria L.E.K. destaca que a eficácia e a tolerabilidade dos medicamentos premium serão fatores-chave. A entrada de canetas similares e medicamentos orais deve reduzir os preços em até 70%, aumentando a acessibilidade.
A L.E.K. vê o Brasil como um teste para o mercado global de GLP-1, observando a evolução do consumo e a dinâmica de demanda.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

Com R$ 10 bilhões de faturamento no ano passado, e com previsão de dobrar de tamanho em 2026, o mercado de canetas emagrecedoras no Brasil está em franco crescimento. A aposta na ampliação está justamente no fim da patente do Ozempic no país, que vence em 20 de março. Só que, ainda assim, é um produto para poucos.
A constatação está em um estudo produzido pela consultoria global de private equity L.E.K. sobre o acesso dos medicamentos para tratamento de obesidade no Brasil. Hoje, somente 2% da população ativa no país (cerca de 140 milhões de pessoas) faz uso de algum tipo de caneta emagrecedora, nos três princípios ativos disponíveis no mercado (liraglutida, semaglutida e tirzepatida).
Isso representa um universo de apenas 2,8 milhões de pessoas que usam o produto. A principal razão desta oferta seletiva está relacionada ao alto custo do produto. Uma caixa com quatro canetas do Ozempic, por exemplo, não sai por menos de R$ 1 mil. A da Mounjaro, da Eli Lilly, pode chegar perto de R$ 3 mil, sem o desconto do fabricante.
E, mesmo com o crescimento de mercado previsto a partir do fim da patente da semaglutida, a tendência é que esse número chegue a 8%. A ampliação é representativa. Serão 8 milhões a mais de consumidores. Somado aos que já são usuários, o mercado atinge 11 milhões de pessoas – um público endereçável ainda restrito.
Com isso, a tendência é que passe a existir, ainda em 2026, uma realidade de mercado formada por duas prateleiras de consumidores: os que procuram as canetas “de entrada” e, portanto, opções genéricas e mais baratas, e os que seguirão no segmento “premium”, consumindo os medicamentos de marca, fabricados pelas indústrias criadoras do produto.
“O Brasil pode evoluir para um mercado estruturalmente segmentado. Pacientes de maior renda e prescritores-chave devem continuar valorizando terapias de marca e de próxima geração”, diz o relatório da consultoria, assinado por Mauricio França e Rafael Freixo, sócios da L.E.K. Consulting, e pelo gerente Danilo Simões.
O ponto-chave está na possível superioridade da eficácia de uma melhor tolerabilidade, com menos efeitos gastrointestinais. “Inovação compete principalmente dentro do segmento premium, não diretamente com genéricos.”
Segundo o L.E.K., produtos como o Mounjaro e outras combinações ainda mais eficientes em estudo, como a retatrutida (ainda na fase de estudos), devem ancorar este segmento premium.
Também haverá a chegada de medicamentos orais, para quem tem aversão à injeção, como os comprimidos emagrecedores da Novo Nordisk, que devem sustentar este mercado mais seletivo.
Por outro lado, o aumento em quatro vezes do consumo atual tem relação direta com a queda do preço a partir da entrada das canetas similares nas farmácias.
A perspectiva, segundo a consultoria, é que o preço caia cerca de 70% sobre os valores atuais da semaglutida no varejo farmacêutico, gerando, a partir deste cenário, uma mudança estrutural de acessibilidade em um mercado predominantemente de pagamento direto (cash-pay).
“Espera-se rápida expansão de acesso à medida que preços mais baixos permitam substituição liderada por farmácias, impulsionando a transição de nicho para adoção em massa”, afirma o estudo.
Ainda que vários players da indústria farmacêutica tenham anunciado intenção de entrar no mercado das canetas emagrecedoras, em especial da semaglutida, a aposta da L.E.K. é que a companhia EMS (que hoje já tem as canetas similares de liraglutida) avance de forma representativa e mais rápida na semaglutida.
Além da empresa da família Sanchez, a consultoria enxerga espaço de atuação para a Eurofarma (que desde o ano passado tem uma parceria de comercialização com uma nova marca de semaglutida da Novo Nordisk), para a Hypera Pharma e para a Aché.
Para a consultoria, a nova configuração do mercado brasileiro de canetas emagrecedoras deve servir como uma espécie de teste para outros países, que estarão de olho na movimentação da indústria e da tendência de consumo no país, principalmente a partir do segundo semestre.
“O Brasil pode ser considerado um teste inicial de estresse para o mercado mundial de GLP-1 pós-genéricos, já que a expansão de acesso orientada por preço revelará a dinâmica da demanda global”, afirma os especialistas da L.E.K. A partir de agora, o mundo vai observar a evolução do ritmo da “canetada” da população brasileira.

Fonte: Neofeed

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