Bowery Ballroom preparou o cenário para a última coleção de Cucculelli Shaheen, intitulada Electric Cosmos. Os convidados foram presenteados com uma banda ao vivo enquanto assistiam vestidos caprichosamente maravilhosos e peças separadas desfilando pela passarela.
A Coleção Twenty-Two é descrita como uma reviravolta do misticismo Art Déco e do glam rock barroco, unindo pores do sol místicos, criaturas noturnas, dançarinos cósmicos e salões de baile de Marte em um universo de alfaiataria ricamente imaginado. O cenário parecia íntimo, mas teatral, com modelos serpenteando pela multidão sob bolas de discoteca espelhadas e iluminação dramática, realçando o clima celestial da coleção.
O ouro reinou supremo. Vestidos transparentes de ilusão de nudez embelezados com constelações de miçangas cintilantes flutuavam pela passarela, suas superfícies brilhando como mitos incandescentes sob as luzes do palco. Um destaque apresentava um decote profundo e delicados bordados em forma de estrela espalhados por uma silhueta quase imperceptível, combinados com luvas adornadas combinando que acrescentavam ao tema da dançarina cósmica.

Os tons esmeralda ofereceram um contraponto fundamentado. Um terno de veludo verde musgo completo com uma jaqueta estruturada, calças de cintura alta e detalhes de apliques metálicos ornamentados evocavam o glam rock barroco com um toque moderno. O visual foi estilizado com adornos de orelha dourados, reforçando a energia mística e quase majestosa da coleção. Vestidos esvoaçantes verde-amarelados com mangas caneladas e fendas profundas moviam-se dramaticamente a cada passo, evocando imagens de lírios da noite e salles fumeurs banhados em luz verde.

Vestidos metálicos em ouro antigo e bronze deram vida ao conceito do salão de baile de Marte. Corpetes com espartilhos fluíam para saias volumosas que captavam a luz a cada movimento, enquanto punhos e enfeites em forma de videira envolviam os braços das modelos como uma armadura cósmica. Um impressionante vestido ombré que desvanecia do índigo profundo ao violeta e pêssego do pôr-do-sol, salpicado com constelações de cristal que refletiam uma galáxia ao anoitecer.

Vestidos de coluna prateados com lantejoulas adornados com padrões de contas em espiral acenavam com a geometria Art Déco, enquanto sobreposições transparentes e luvas alongadas aumentavam o fascínio teatral. O equilíbrio entre estrutura e fluidez – veludo sob medida contra metálicos líquidos e malha arejada – criou uma narrativa multidimensional que parecia vintage e futurista.

Electric Cosmos era envolvente, dramático e assumidamente ornamentado. Cucculelli Shaheen transformou o Bowery Ballroom em uma paisagem de sonho celestial onde o glam rock se encontrava com o misticismo, e cada visual brilhava com intenção.

Crédito da foto: Roxo PR
