Quatro migrantes morrem sob custódia do ICE nos …

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Por Ted Hesson

WASHINGTON, 12 Jan (Reuters) – Quatro migrantes morreram ⁠enquanto estavam sob custódia das autoridades de imigração dos EUA nos primeiros 10 dias de 2026, de acordo com comunicados à imprensa do governo, perda de vidas que vem na esteira de recorde de mortes em detenções no ano passado sob o comando do presidente Donald Trump.

Os incidentes envolveram dois migrantes de Honduras, um de Cuba e outro do Camboja, e ocorreram entre 3 e 9 de janeiro, de acordo com o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês).

A onda de mortes sob custódia coincide com ​o disparo de tiro fatal em mãe de ⁠três filhos ⁠de Minnesota por um agente do ICE, incidente que provocou protestos em Minneapolis e em cidades de todo o país.

O governo Trump pretende acelerar as deportações e aumentou o número de migrantes em detenção. Em 7 de janeiro, as estatísticas do ICE mostraram que a agência estava detendo 69.000 pessoas. E a ‌expectativa era que os números aumentassem após uma injeção maciça de financiamento do ​ICE aprovada pelo Congresso dos EUA no ano ‌passado.

Pelo menos 30 pessoas ​morreram sob ​custódia do ICE em 2025, nível mais alto em duas décadas, segundo dados do órgão.

Setareh Ghandehari, diretora de advocacia da Detention Watch Network, considerou o alto número de mortes ‘verdadeiramente espantoso’ e ​pediu ao governo que fechasse os centros de detenção. O Departamento de Segurança Interna dos EUA e o ICE não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

O detento cubano, Geraldo Lunas Campos, de 55 anos, morreu em 3 de janeiro em Camp East Montana, um centro de detenção inaugurado pelo governo Trump no terreno de Fort Bliss, no Texas.

O ICE disse que estava investigando a morte de Lunas, acrescentando que ele havia se tornado perturbador, foi colocado em isolamento e depois encontrado em estado de sofrimento. Ele foi declarado morto por técnicos de emergência médica, informou o ICE.

Os dois hondurenhos — Luis Gustavo Nunez Caceres, de 42 anos, e Luis Beltran Yanez-Cruz, de 68 anos — morreram em hospitais da ⁠região em Houston e Indio, Califórnia, em 5 e 6 de janeiro, respectivamente, ambos devido ‌a problemas cardíacos, informou o ICE.

Parady La, ⁠um homem cambojano de 46 anos, morreu em 9 de janeiro após graves sintomas de abstinência de drogas no Centro de Detenção Federal na Filadélfia, informou o ICE. ‍A administração começou a usar esse espaço no ano passado, segundo o serviço.

O governo Trump reduziu drasticamente o número ​de ‌migrantes libertados da detenção por razões humanitárias, levando alguns a aceitarem a deportação.

(Reportagem de Ted Hesson)

Fonte: antena1

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