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Já faz tempo que os uniformes das seleções deixaram de ser apenas peças esportivas. Hoje, eles disputam espaço nas redes sociais, inspiram coleções de moda e movimentam o mercado de colecionadores. Na Copa do Mundo de 2026, algumas marcas encontraram o equilíbrio perfeito entre identidade nacional e linguagem contemporânea. Outros países decidiram arriscar mais — e acabaram produzindo camisas que causam estranhamento antes mesmo do apito inicial.
Os mais bonitos:
Nova Zelândia (titular) — Puma
Mais comentado pela estética elegante e sofisticada, o uniforme titular da Nova Zelândia vem em preto absoluto, enriquecido por texturas inspiradas na cultura maori. É uma camisa que transmite força sem precisar de excessos e que poderia facilmente circular fora dos estádios como uma peça de moda.

Japão (reserva) — Adidas
Grande estrela fashion da Copa, a camisa reserva do Japão é Inspirada no beisebol, paixão nacional dos japoneses, trazendo listras verticais multicoloridas que simbolizam os jogadores em campo. O resultado parece mais uma peça de streetwear de edição limitada do que um uniforme esportivo. Criativa, inesperada e extremamente contemporânea.

Espanha (reserva) — Adidas
A seleção espanhola abandonou o caminho previsível e apostou em uma proposta mais artística e moderna. Fugindo do vermelho tradicional, a camisa reserva dialoga com a moda contemporânea e mostra como um uniforme pode ser ousado, sem perder refinamento.

Mas nem toda ousadia termina em gol…
Coreia do Sul (reserva floral) — Nike
É provavelmente a camisa mais polêmica do torneio. Inspirada na mugunghwa, a flor nacional coreana, ela traz um grande floral em tons de lilás e lavanda. Para alguns, é uma peça artística e corajosa. Para outros, parece mais papel de parede vintage do que uniforme de Copa. Seja qual for a opinião, não dá para ignorá-la.

Suíça (reserva) — Puma
A inspiração é poética: os cursos d’água que atravessam os Alpes suíços. O problema é que o resultado visual, com tons esverdeados e grafismos fluidos, lembra mais uma estampa abstrata popular do que uma camisa de seleção. É uma proposta que exige boa vontade do observador.

Turquia (titular) — Nike
A enorme faixa vermelha e a bandeira em destaque criam um visual tão simplificado que parece arte mal acabada. A intenção era valorizar os símbolos nacionais, mas o resultado acabou dividindo opiniões pela falta de elaboração.

O curioso é que os uniformes mais bem-sucedidos desta Copa são justamente aqueles que contam uma história clara. Japão, Nova Zelândia e Espanha transformaram referências culturais em design. Já os modelos mais controversos aparecem com ar de experimentação simplista e estranhamento para uma Copa do Mundo.

E o Brasil?
Fora da disputa entre os mais bonitos e os mais estranhos, a camisa da seleção brasileira merece uma categoria própria. A Nike foi inteligente ao revisitar o amarelo clássico associado à era Pelé, recuperando uma emoção que atravessa gerações. Em uma Copa de estampas, grafismos e conceitos complexos, o Brasil apostou na força de sua própria memória. O resultado é elegante, nostálgico e profundamente brasileiro. Uma camisa que não precisa chamar atenção para ser reconhecida porque já faz parte da história do futebol.

Fonte: veja.abril
