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“Eu queria dar às mulheres o poder de um sonho.” Na noite do Golden Globes, no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, a frase de Thierry Mugler (1948-2022) caiu como uma luva em Giovanna Lancellotti, que ao surgir com um vestido de alta-costura 1998 do estilista — uma peça de passarela que hoje só existe no território raro dos arquivos — se mostrou à altura dessa fantasia precisa, arquitetada e cinematográfica.
Como no vermelho de Carolina Herrera usado por Vanessa Giácomo, há algo de magnético no vintage de Mugler dos anos 1990: linhas que esculpem, volumes que desafiam, uma feminilidade que impõe presença. E uma moda que passa a ser documento, mas no corpo de Giovanna, que há algum tempo já abraça esse movimento de estudar e valorizar mais profundamente suas escolhas fashion ao lado do stylist Marcell Maia, vestiu força, sem excesso e sem esforço. Ou seja, um tipo de escolha que revela repertório, não um simples styling pela estética.
“Eu sempre gostei de peças que carregam história. Quando opto por um vestido vintage de passarela, não é só sobre estética — é sobre resgatar um momento da moda que ainda conversa com o presente”, diz Giovanna à coluna Vitrine. “Acho especial poder dar uma nova vida a algo tão único, que foi pouco visto e que mantém essa aura de exclusividade”, completa.
Vale dizer que esse vestido já atravessou outras narrativas — foi visto em Kendall Jenner e em Margot Robbie —, mas aqui, com a atriz brasileira ganhou outro fôlego já que arquivo é pura reinterpretação. O que Giovanna fez lindamente, optando não apenas pela estética para atrair olhares, mas sim pelo gesto de resgate do tempo e de uma moda que, quando vem à tona, é para realmente deslumbrar.
Veja o look:



Fonte: veja.abril
