Esteves sobre eleição de meio de mandato: “Trump pode sofrer impeachment, se perder o Senado”

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A diversificação de investimentos fora dos Estados Unidos tem influenciado os mercados globais, com moedas se apreciando em relação ao dólar e bolsas se beneficiando da entrada de capital externo.
A incerteza em relação ao governo de Donald Trump e as eleições de meio de mandato em 3 de novembro geram preocupações entre investidores. Luis Stuhlberger, da Verde Asset, sugere que a diversificação continua sendo uma estratégia positiva. André Esteves, do BTG Pactual, acredita que, se Trump perder o Senado, pode haver um impeachment, alterando drasticamente o cenário político.
A diversificação fora dos EUA é mais influenciada por estratégias geopolíticas do que pelos fundamentos econômicos. Em relação às eleições brasileiras, os gestores estão menos otimistas, mas acreditam que uma reeleição petista não causaria uma piora imediata nos mercados, desde que não haja uma ruptura abrupta.

* Resumo gerado por inteligência artificial e revisado pelos jornalistas do NeoFeed

A maior diversificação de investimentos fora dos Estados Unidos tem dado o tom nos mercados globais, com a apreciação de moedas em relação ao dólar e bolsas de valores do mundo inteiro se beneficiando da entrada de capital externo. A continuidade desse movimento ao longo do ano é uma aposta de muitos investidores, devido ao grau de incerteza que se instaurou no atual governo de Donald Trump.
Mas, com as eleições de meio de mandato previstas para 3 de novembro, alguns dos maiores gestores do País monitoram como uma eventual mudança de poder nas casas legislativas dos Estados Unidos poderia modificar a dinâmica dos fluxos globais.
Luis Stuhlberger, gestor e sócio-fundador da Verde Asset, afirmou em participação no CEO Conference, evento anual do BTG Pactual, que o tema é algo que o preocupa. Embora admita não saber ao certo as consequências de uma eventual vitória democrata na Câmara e no Senado, a tendência é de o movimento perder intensidade, sem uma grande inversão dos fluxos.
“Ainda vale ficar posicionado em diversificação. Pode ter moeda, pode ter bolsa, pode ter ouro, bolsa de emergente, bolsas da Ásia. Eu acho que ainda é uma coisa positiva e que esse movimento está muito longe de terminar”, afirmou Stuhlberger. “A pasta de dente, quando sai do tubo, não volta.”
Como de costume, Stuhlberger dividiu a mesa dos gestors com Rogério Xavier, gestor e sócio-fundador da SPX Capital, André Jakurski, gestor e sócio-fundador da JGP Capital, e André Esteves, chairman do BTG Pactual, que mediou a conversa.
Apesar de as apostas de mercado precificarem 38% de chance de o partido de Trump perder o Senado, Esteves pontuou que “é muito difícil” isso acontecer. Caso ocorra, no entanto, ele prevê consequências muito mais drásticas.
“Eu acho muito fácil o Trump perder a Câmara, mas muito difícil perder o Senado. Se perder, aí o cenário é completamente diferente nos Estados Unidos, porque eu acho que vai ter um impeachment – e, dessa vez, com capacidade de execução”, disse Esteves. “Aí pode virar uma confusão de outra natureza.”
Para Esteves, a maior diversificação fora dos Estados Unidos teve menos relação com os fundamentos da economia americana do que com estratégias geopolíticas.
“A história da Greenland teve um enorme impacto na Europa. Se você é um fundo de pensão norueguês, holandês ou dinamarquês, você está reduzindo o seu investimento nos Estados Unidos. Não tem nada a ver com o status da economia americana, tem a ver com uma certa insegurança geopolítica sobre quem é seu aliado ou quem não é.”
Com a bolsa local em forte alta desde o ano passado e a incerteza na mesa, Jakurski, o mais experiente entre os painelistas, relembrou o que ele chama de “regra número um”. “A verdade é a seguinte: no Brasil, a regra número um é [se perguntar] o que o gringo está fazendo. O dinheiro está entrando ou está saindo? Se o dinheiro está entrando, meu amigo, compra. É a regra básica.”
A tese tem se comprovado em números. Sem ir muito longe, somente nessas primeiras semanas do ano, o Ibovespa subiu 15,46%, com o estrangeiro colocando R$ 29,456 bilhões na B3. A entrada, inclusive, já supera em 9,6% todo o saldo de capital externo registrado em 2025, quando a bolsa subiu 33,95%. Desde o ano passado, a alta acumulada é de 54,7%.
“Então, é isso que está acontecendo. E a verdade é que os mercados financeiros não pensam em múltiplas variáveis ao mesmo tempo. É uma variável de cada vez”, disse Jakurski. “Depois, quando a gente chegar mais perto da eleição [no Brasil], aí o mercado vai se preocupar com isso. Por enquanto, não está nem pensando nisso.”
Eleições no Brasil
Quanto às eleições brasileiras, os gestores estão menos otimistas que outrora sobre uma eventual alternância de poder. O consenso ainda é de que o pleito será dividido, mas que uma reeleição petista não provocaria uma piora instantânea dos mercados.
“Como o cenário é de 50-50, eu não acho que as pessoas vão se retirar dos mercados antes de saber o resultado da eleição”, disse Rogério Xavier.
“Se temos essa percepção de que não vai ter uma ruptura no dia da eleição, que vai ser uma morte lenta e mais segura, vai dar para perceber se, no início do governo Lula, haverá algum ajuste fiscal, alguma coisa que dê algum impulso de credibilidade para o novo mandato.”
O ajuste fiscal, para Xavier, seria o “normal” a se fazer em um início de governo, dada a atual trajetória da dívida – embora a história tenha sido diferente no seu mandato atual.

Fonte: Neofeed

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