Encontro o designer Airon Martin na bela loja da Misci, na região dos Jardins, em São Paulo, e logo entendo porque um dos amigos de Martin costuma dizer que ele é o “Airon do sussurro”. A fala tranquila evidencia uma habilidade notável para o diálogo. “Esse amigo diz isso porque sabe do meu trabalho no backstage”, afirma o designer, citando os bastidores do business na trajetória de sua marca. Criada em 2018 como trabalho de conclusão de curso no Istituto Europeo di Design, a grife segue, seis anos depois, em plena e extraordinária ascensão.
Com roupas, acessórios e mobiliário, a Misci tem frequentado a casa e o closet de muita gente bacana e dá o que falar na mídia, nas redes e na vida real. A marca se confunde com a história de Martin, mato-grossense nascido em 1992. Da geração Y, a dos millennials, os nativos digitais, ele cresceu no interior do país, cercado por mulheres – a mãe e a avó, em especial. Desenhava vestidos e convivia com diferenças de toda ordem. “As marcas grandes têm muito trabalho para se incluir dentro dos princípios do novo mundo, diverso. Eu nasci e cresci nesse mundo.”
