Antissemita e expulso da Dior: o controverso homenageado do Met Gala 2027

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O Met Gala de 2027 já tem um tema, e a cerimônia deverá polemizar em sua próxima edição. Isso porque a exposição de primavera do Costume Institute do Museu Metropolitano de Arte de Nova York irá homenagear John Galliano, o controverso estilista inglês que já foi banido da Dior por afirmar “adorar Adolf Hitler” e proferir uma série de comentários antissemitas em 2010.

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Galliano é considerado um talento ímpar no mundo da moda e foi diretor criativo da Christian Dior por quase 15 anos, até o incidente antissemita que levou à sua ruína. Na ocasião, o estilista foi filmado bêbado conversando com duas mulheres que ele acreditava serem judias. O diálogo foi repleto de atrocidades, com o homenageado do Met Gala 2027 afirmando que os antepassados das mulheres seriam colocados em câmaras de gás e mortos, e que ele próprio “amava” Hitler.

A divulgação das imagens com o incidente pulverizou a carreira de Galliano, ao menos por um tempo. Ele foi condenado por antissemitismo e chegou a ser preso pelo episódio. No entanto, não demorou para o estilista retornar ao mundo da moda, sendo contratado pela maison parisiense Maison Margiela em 2014, e retornando aos holofotes definitivamente ao desenhar o vestido de noiva de Kate Moss, uma amiga de longa data.

“John Galliano exerceu uma profunda influência na moda nas últimas quatro décadas”, disse o diretor do Met, Max Hollein, ao defender a homenagem ao estilista. É esperado que a exposição coroe uma trajetória marcada por sucessos estrondosos, que vão desde sua coleção de formatura, Les Incroyables, de 1984, até a Maison Margiela Artisanal Primavera/Verão de 2024, aclamado como uma obra-prima da alta costura.

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A ver como será a repercussão da homenagem a Galliano entre os artistas e famosos que costumam comparecer todos os anos ao Met Gala. Na época da condenação por antissemitismo, a atriz israelense Natalie Portman chegou a afirmar que não iria se associar a ele de forma alguma — embora sua colega de ascendência judaica Eva Green tenha defendido o estilista, afirmando que “ele provavelmente estava um pouco bêbado” na época do incidente.

Fonte: veja.abril

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