Vacina do Butantan contra chikungunya começa a …

Vacina do Butantan contra chikungunya começa a …

A vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica franco-austríaca Valneva, começou a ser distribuída nesta segunda-feira (2) na cidade de Mirassol, na região de São José do Rio Preto. O imunizante está disponível para moradores com idade entre 18 e 59 anos.

A ação, que faz parte de um projeto piloto, vai envolver outros nove municípios de Minas Gerais, Sergipe e Ceará: Sabará, Sete Lagoas, Santa Luzia e Congonhas (MG); Simão Dias, Lagarto e Barra dos Coqueiros (SE); Maranguape e Maracanaú (CE). A seleção se deu a partir de um estudo epidemiológico, que utilizou um modelo matemático para identificar as regiões com maior risco de surtos da doença entre 2025 e 2027.

A vacina contra a chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025 e também possui autorização para uso no Canadá, no Reino Unido e na União Europeia.

Ensaios clínicos e monitoramento

A segurança e a capacidade da vacina de induzir a produção de anticorpos foram comprovadas em estudos clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos, com resultados publicados em revistas científicas internacionais, como a The Lancet. Nos ensaios norte-americanos, cerca de 99% dos voluntários apresentaram resposta imunológica com anticorpos neutralizantes.

As contraindicações seguem as orientações da bula aprovada pela Anvisa, incluindo pessoas imunodeficientes ou imunossuprimidas, gestantes e indivíduos com hipersensibilidade a componentes da vacina.

Para avaliar a efetividade do imunizante em condições reais, o Instituto Butantan fará o acompanhamento dos casos de chikungunya nos municípios participantes, comparando os dados entre pessoas vacinadas e não vacinadas.

Sobre a chikungunya

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também responsável pela transmissão da dengue e da Zika. Os principais sintomas incluem febre alta de início súbito e dores intensas nas articulações, que podem se tornar crônicas e persistir por meses ou anos. Não há tratamento antiviral específico, e o cuidado é baseado em repouso, hidratação e uso de analgésicos e antitérmicos.

Em 2025, foram registrados 7.733 casos de Chikungunya e sete óbitos no estado de São Paulo. Já neste ano, até o dia 29 de janeiro, foram 29 casos, sem nenhum óbito.

Fonte: antena1

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