Símbolo da rebeldia dos anos 1960, a minissaia ressurge com pompa e circunstância

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Não seria o caso de atribuir à ideia um Prêmio Nobel de Economia, mas é interessante demais para ser desdenhada. No início dos anos 1920, brotou nos Estados Unidos a chamada “teoria da bainha” — haveria correlação direta entre o comprimento das saias e o estado das finanças públicas. A bonança faria o corte subir, e a tempestade, descer. No início daquela década, a chamada Era do Jazz, os loucos anos de negócios a mil, o ambiente podia ser traduzido por escandalosas pernas à mostra. Com a quebra da bolsa, em 1929, e o desespero que veio a cavalo, o pano desceu com exagero. E assim foi ao longo dos séculos XX e XXI. E hoje? O bom andor econômico mundial, com crescimento previsto de até 3,3%, um pouco mais, sugere a volta das minissaias — e é o que se vê por aí, nas passarelas e ruas, como principal tendência do verão de 2026, nos dois hemisférios.

PASSARELAS - Na leitura da Dior (à esq.) e da Dolce & Gabbana: novos tecidos e texturas na retomada da icônica peça
PASSARELAS - Na leitura da Dior (à esq.) e da Dolce & Gabbana: novos tecidos e texturas na retomada da icônica peça (Peter White/Getty Images; Victor VIRGILE/Gamma-Rapho/Getty Images)

A bela retomada faz valer uma das frases mais ruidosas da designer britânica Mary Quant, uma das responsáveis pela popularização do modelo, nos anos 1960, no comando da loja Bazaar: “Não é apenas uma peça de roupa, é uma arma de liberdade”, declarou a estilista, seguida por atrizes e modelos como Brigitte Bardot, Jane Birkin e Twiggy. Agora, desfiles de grifes como Dior, Dolce & Gabbana e Thom Browne trouxeram de volta os modelos justos em jeans e couro, assim como as saias plissadas.

O comprimento ideal é um palmo acima do joelho, nem tão míni assim, equilibrando ousadia e elegância. A tendência, é natural, já conquistou o mundo das celebridades. Jenna Ortega, uma das maiores influenciadoras de moda da nova geração, a Wandinha da série da Netflix, desfilou recentemente com uma minissaia jeans justa da Dior. Taylor Swift, sempre ela, foi vista com um modelo plissado que remete aos clássicos da cultura pop, como o filme As Patricinhas de Beverly Hills e videoclipes do Aerosmith. Para a stylist e consultora de moda Manu Carvalho, o renascimento do estilo é impulsionado por dois fatores: a necessidade do mercado em sempre inovar, mesmo bebendo do passado, e a influência da geração Z, que não perde a chance de dar uma provocadinha sexy. Some-se, é natural, a previsão de muito, mas muito calor nos próximos meses pelas bandas de cá e no meio do ano acima do Equador, e eis o movimento tracionado como nunca. “A minissaia é um ícone que permite expressar leveza e liberdade”, resumiu o estilista Jonathan Anderson. “Adaptá-la ao estilo contemporâneo é reconhecer a história sem perder a relevância do presente.”

REFERÊNCIA - A estilista Mary Quant, uma das pioneiras: “Eu não tinha tempo para esperar a liberdade”
REFERÊNCIA - A estilista Mary Quant, uma das pioneiras: “Eu não tinha tempo para esperar a liberdade” (Bettmann Archive/Getty Images)
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Parecerá filme que já vimos, mas ele é sempre provocador. Dito de outro modo: se nos anos 1960 era símbolo de rebeldia, agora é sinônimo de estilo contemporâneo, influenciado pela cultura pop. Insista-se com Mary Quant, a pioneira, que deu a deixa: “Eu não tinha tempo para esperar a liberdade feminina”. Assim é, ainda.

Publicado em VEJA de 17 de outubro de 2025, edição nº 2966

Fonte: veja.abril

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